jueves, 9 de septiembre de 2010

Essa é do eterno Carlitos, mas que não tenho como não compartilhar com todos...

"Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo - não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar e desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover a todas as nossas necessidades.
O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma dos homens, levantou no mundo as muralhas do ódio e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.
A aviação e o rádio nos aproximou. A própria natureza dessas coisas é um apelo eloqüente à bondade do homem, um apelo à fraternidade universal, a união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhares de pessoas pelo mundo afora. Milhões de desesperados: homens, mulheres, criancinhas, vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. Aos que podem me ouvir eu digo: não desespereis! A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia, da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano. Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. E assim, enquanto morrem homens, a liberdade nunca perecerá.
Soldados! Não vos entregueis a esses brutais, que vos desprezam, que vos escravizam, que arregimentam vossas vidas, que ditam os vossos atos, as vossas idéias e os vossos sentimentos. Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como gado humano e que vos utilizam como bucha de canhão. Não sois máquina. Homens é que sois. E com o amor da humanidade em vossas almas. Não odieis. Só odeiam os que não se fazem amar, os que não se fazem amar e os inumanos.
Soldados! Não batalheis pela escravidão. Lutai pela liberdade. No décimo sétimo capítulo de São Lucas está escrito que o reino de Deus está dentro do homem - não de um só homem ou grupo de homens, mas de todos os homens. Está em vós. Vós, o povo, tendes o poder - o poder de criar máquinas; o poder de criar felicidade. Vós o povo tendes o poder de tornar esta vida livre e bela, de fazê-la uma aventura maravilhosa. Portanto - em nome da democracia - usemos desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo, um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à mocidade e segurança à velhice.
É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam. Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão. Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e a prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós. Soldados, em nome da democracia, unamo-nos.
Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontrares, levanta os olhos. Vês, Hannah? O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam. Estamos saindo da treva para a luz. Vamos entrando num mundo novo - um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade. Ergue os olhos, Hannah. A alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança. Ergue os olhos, Hannah. Ergue os olhos."


Discurso final de "O grande ditador"... alguma discrepancia com a situação do mundo e da humanidade de hoje?

miércoles, 1 de septiembre de 2010

Voltando

Depois de um certo tempo sem alimentar este trem, e para não deixá-lo morrer de inanição, volto a escrever mais um pouquinho...
Peço a quem passe que comente pois sua opinião (para o bem ou para o mal) servirá para manter-nos unidos, além de incentivar mais criações...

lunes, 16 de noviembre de 2009

Sociedade X Língua

Vivíamos uma sociedade quase que exclusivamente rural, com pequenos focos de urbanização. Em um certo período esses valores começam a passar por um processo de inversão, através do conhecido êxodo rural, as urbes começaram a inflar e a receber cada vez mais egresos do campo. Este processo se deu quase que exclusivamente, devido a oferta de vagas de emprego e promessas de aumento da qualidade de vida na cidade, até aí, tudo bem. Essa oferta de emprego ocorria em um dos setores menos remunerados e que menos escolaridade se exigia: a construção civil, e esses egressos, na maioria sem nenhuma escolarização e recebendo salários abaixo do necessário para manterem um padrão de vida que possibilitasse o “ascender” socialmente, constituem comunidades marginalizadas ao sistema de produção, que se baseiam no mutualismo como estratégia de sobrevivencia. Nessas comunidades, passa a vigorar um padrão social e linguístico originário do campo, e, portanto desprestigiado pela elite, que era quem tinha acesso à escolarização e aquisição de uma variante baseada em normas gramaticais do nosso idioma. Essa variante linguística de uso das elites já havia sido adotada pela instituição escola como “norma padrão da língua portuguesa”, já a variante linguística utilizada pelos grupos que, involuntariamente, acabaram marginalizados, simplesmente por adotar uma postura defensiva, continua sendo deixada de lado.

Hoje vemos qual o reflexo deste processo, e, na minha opinião, continua tal qual o princípio da urbanização no Brasil, onde a “norma padrão” ainda é tida como ideal e quem não se adecúa a ela acaba sendo taxado de ignorante ou “burro”.

Já é hora de “a educação” abrir os olhos e perceber que sua clientela não se constitui mais de filhos da elite e sim de filhos do proletário, dos operários, dos agricultores e começar a levar essas realidades em consideração dentro da sala de aula, tratando a “norma culta” como apenas uma variante linguística dentro de inúmeras outras existentes em nosso convívio social, e que a mesma é adecuada em determinadas situações e em outras ela não é exigida. Não digo que não se deva trabalhar a lingua culta, mas que se deixe claro que ela é funcional em determinados casos e que esses casos acabam relacionando-se com mobilidade social.

Construção

O homem constrói seu conhecimento desde o momento em que se torna homem. Esta construção se dá de forma natural devido a plena capacidade de o ser humano buscar encontrar sua condição como ser pensante, pesquisador e criador de conhecimento. Seguramente não estagnamos, pelo contrário, vivenciando nosso mundo moderno percebemos que questões filosóficas continuam a ser formuladas, e devem ser continuadas, a fim de tentar encontrar uma solução para nossa sociedade. Esta reconstrução social passa por quebra de conceitos e pré-conceitos, e se dá no ãmbito político pedagógico. Devemos instigar nossos alunos a que consigam pensar, desvincular-se das figuras hierárquicas que insistem em alienar e relegar ao povo a mera condição de massa de manobra. Somos seres pensantes e carregados de conhecimento, portanto somos, também, capazes de formular e compartilhar este mesmo conhecimento, construindo, desconstruindo e reconstruindo-o em sociedade.

sábado, 14 de noviembre de 2009

La perfección


Esta é minha obra mais perfeita, e já seguindo uma das maiores paixões do pai.